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A influenza ou gripe é uma infecção viral aguda do trato respiratório, com distribuição global e elevada transmissibilidade. Apresenta-se com início abrupto de febre, mialgia e tosse seca e, em geral, tem evolução auto-limitada, de poucos dias. Sua importância deve-se ao seu caráter epidêmico, alta morbidade com elevadas taxas de hospitalização em idosos ou pacientes portadores doenças debilitantes crônicas. Os primeiros sintomas costumam se manifestar 24 horas depois do contato e, normalmente, a pessoa apresenta febre (>38ºC), dor de cabeça (cefaléia), dor nos músculos (mialgia), calafrios, prostração (fraqueza), tosse seca, dor de garganta, espirros, coriza (secreção nasal). Pode apresentar ainda pele quente e úmida, olhos hiperemiados (avermelhados) e lacrimejantes. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas sistêmicos são muito intensos nos primeiros dias da doença. Com a sua progressão, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e mantém-se em geral por 3 a 4 dias, após o desaparecimento da febre. É comum a queixa de garganta seca, rouquidão, e sensação de queimor retro-esternal ao tossir. O quadro clínico em adultos sadios pode variar de intensidade. Nas crianças, a temperatura pode atingir níveis mais altos, sendo comum o aumento dos linfonodos cervicais (gânglios no pescoço), quadros de bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais. Os idosos quase sempre apresentam-se febris, às vezes sem outros sintomas, mas em geral a temperatura não atinge níveis tão altos. |
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