Bulário Digital 2006
Fonte: Bulário Eletrônico da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária - http://bulario.bvs.br/index.php.
1. Medicamentos
1.00050. Benazepril e Hidroclorotiazida
1.00050.1600 Advertências

Reações anafilactóides e relacionadas

Presumivelmente, pelo fato de os inibidores da ECA afetarem o metabolismo dos eucosanóides e polipeptídeos, incluindo-se a bradicinina endógena, os pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive LOTENSIN H, podem experimentar uma variedade de reações adversas, algumas delas graves.

Angioedema

Angioedema da face, de lábios, língua, glote e laringe foi relatado em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo-se o benazepril. Em tais casos,LOTENSIN H deve ser imediatamente descontinuado e deve-se administrar ao paciente a terapia adequada e acompanhamento, até a resolução completa e sustentável dos sinais e sintomas. Nos casos em que o edema esteja delimitado à face e aos lábios, a condição geralmente se resolve, tanto sem tratamento como com a administração de anti-histamínicos. O angioedema com edema de laringe pode ser fatal. Nos casos em que a língua, a glote ou a laringe estejam envolvidas, a terapia adequada deve ser adotada imediatamente, por ex., injeção subcutânea de adrenalina 1:1000 (0,3 - 0,5 mL) e, ou medidas para assegurar a desobstrução das vias aéreas do paciente. A incidência de angioedema durante o tratamento com inibidores da ECA tem sido relatada como sendo maior em pacientes negros de origem africana do que em pacientes não-negros.

Reações anafilactóides durante dessensibilização

Dois pacientes que estavam em tratamento de dessensibilização com veneno de Hymenoptera sofreram reações anafilactóides com risco de vida. Essas reações foram evitadas quando a administração de inibidores da ECA foi temporariamente interrompida.

Reações anafilactóides durante a exposição a membranas

Foram relatadas reações anafilactóides em pacientes dialisados com membrana de alto fluxo, sob tratamento com um inibidor da ECA. Foram também relatadas reações anafilactóides em pacientes submetidos a aferese de lipoproteínas de baixa densidade com absorção de sulfato de dextrano.

Hipotensão sintomática

Assim como com outros inibidores da ECA, a hipotensão sintomática foi observada em casos raros, tipicamente em pacientes com depleção de sal ou de volume, como resultado de terapia diurética prolongada, dieta com restrição de sal, diálise, diarréia ou vômitos. A depleção de volume e, ou de sal deve ser corrigida antes do início do tratamento com LOTENSIN H.

LOTENSIN Hdeve ser utilizado com cautela em pacientes em tratamento simultâneo com outros anti-hipertensivos. O componente tiazídico deLOTENSIN H pode potencializar a ação de outros fármacos anti-hipertensivos. Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, receber solução salina fisiológica intravenosa. O tratamento comLOTENSIN H pode ser continuado assim que a pressão arterial e o volume tenham retornado ao normal.

Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave, a terapia com inibidores da ECA pode causar hipotensão excessiva, que pode estar associada a oligúria e, ou azotemia progressiva e, raramente, com insuficiência renal aguda. Em tais pacientes, a terapia deve ser iniciada sob supervisão médica rigorosa, e eles devem ser acompanhados durante as duas primeiras semanas do tratamento e sempre que houver aumento da dose do diurético ou do benazepril.

Função renal reduzida

LOTENSIN Hdeve ser utilizado com cautela em pacientes com doença renal. Diuréticos tiazídicos podem precipitar azotemia em tais pacientes e os efeitos de doses repetidas podem ser cumulativos. Quando o sistema renina-angiotensina é inibido pelo benazepril, podem ocorrer alterações na função renal em pacientes susceptíveis. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave, nos quais a função renal pode depender da atividade do sistema renina-angiotensina, o tratamento com inibidores da ECA, inclusive o benazepril, pode se associar a oligúria e, ou azotemia progressiva e, raramente a insuficiência renal aguda. Num pequeno estudo de pacientes hipertensos com estenose da artéria renal uni ou bilateral, o tratamento comLOTENSIN H está associado com aumento do nitrogênio uréico sangüíneo e creatinina sérica. Tais incrementos foram reversíveis com a descontinuação do benazepril, da terapia diurética ou de ambos. Se tais pacientes forem tratados com benazepril, a função renal deve ser monitorizada durante as primeiras semanas de terapia.

Alguns pacientes hipertensos com doença vascular renal preexistente que recebiam benazepril não apresentaram aparentemente aumento do nitrogênio uréico sangüíneo e dos níveis de creatinina sérica, usualmente menores ou transitórios, especialmente quando o benazepril foi administrado com um diurético. Pode ser necessária a redução da dose de LOTENSIN H. A avaliação do paciente hipertenso deve sempre incluir a avaliação da função renal.

Agranulocitose e Neutropenia

Outro inibidor da ECA, o captopril , tem demonstrado causar agranulocitose e depressão da medula óssea. Tais efeitos ocorrem com maior freqüência em pacientes com insuficiência renal, especialmente se apresentam também doença vascular do colágeno, tais como lúpus eritematoso sistêmico ou escleroderma. Não há dados suficientes, a partir dos estudos clínicos com benazepril, para demonstrar se este causa ou não incidência semelhante de agranulocitose . O acompanhamento da contagem das células brancas sangüíneas deve ser considerado em pacientes com doença vascular do colágeno, especialmente se a doença estiver associada com distúrbio de função renal.

Gravidez e lactação

Lotensin ® H enquadra-se na categoria D de risco na gravidez. A hidroclorotiazida atravessa a placenta, e as concentrações atingidas na veia umbilical se aproximam às do plasma materno. O fármaco se acumula no líquido amniótico, atingindo concentrações até 19 vezes maiores que as da veia umbilical.

O benazepril e o benazeprilato são excretados no leite materno, mas suas concentrações máximas foram de apenas 0,3 das concentrações medidas no plasma. A fração de benazeprilato que atinge a circulação sistêmica da criança pode ser negligenciável. A hidroclorotiazida é excretada no leite materno, o que pode impedir a lactação. Não é recomendada a utilização deLOTENSIN H em mães que estejam amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Morbidade e mortalidade fetal e neonatal

Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal, quando administrados a mulheres grávidas. Há vários relatos na literatura mundial. Quando for confirmada a gravidez, o inibidor da ECA inclusive LOTENSIN H, deve ser descontinuado o mais breve possível.

A utilização de inibidores da ECA durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez tem sido associada com patologia fetal e neonatal, incluindo-se hipotensão, hipoplasia neonatal do crânio, anúria, insuficiência renal reversível ou irreversível e morte. Oligoidrâmnio, presumivelmente causado por insuficiência da função renal fetal, foi também relatado. O oligoidrâmnio nesses casos tem sido associado à contratura dos membros do feto, deformação craniofacial e desenvolvimento de pulmão hipoplásico. Prematuridade, retardo no crescimento intra-uterino e ductus arteriosus persistente foram também relatados, entretanto não está clara a correlação com a exposição a inibidores da ECA.

Esses efeitos adversos parecem não ter ocorrido após exposição intra-uterina a inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez. Isso deve ser claramente exposto a mulheres que utilizaram inibidores da ECA somente durante o primeiro trimestre da gestação. Se a paciente engravidar durante o tratamento, o médico deve descontinuar o benazepril o mais breve possível.

A exposição intra-uterina a diuréticos tiazídicos está associada com trombocitopenia fetal ou neonatal e pode estar associada a outras reações adversas que ocorrem em adultos.

Hepatite e insuficiência hepática

Há relatos raros de hepatite predominantemente colestática e casos isolados de insuficiência hepática aguda, algumas delas fatais, em pacientes tratados com inibidores da ECA. O mecanismo não está esclarecido. Os pacientes em tratamento com inibidores da ECA que desenvolverem icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem interromper o uso do inibidor da ECA e estar sob observação médica.

Função hepática reduzida

LOTENSIN Hdeve ser utilizado com cautela em pacientes com função hepática reduzida ou com doença hepática progressiva, já que pequenas alterações no balanço hídrico e de eletrólitos podem desencadear coma hepático (veja Advertência - Insuficiência hepática).

Lúpus eritematoso sistêmico

Há relatos de que os diuréticos tiazídicos exacerbam ou ativam o lúpus eritematoso sistêmico.

Alteração de eletrólitos plasmáticos

Foram observados, raramente, níveis plasmáticos elevados de potássio durante o tratamento com inibidores da ECA. O tratamento com diuréticos tiazídicos está associado com hipopotassemia, hiponatremia e alcalose hipoclorêmica. Essas alterações causam algumas vezes um ou mais dos seguintes sintomas: boca seca, sede, fraqueza, sonolência, agitação, dores ou câimbras musculares, fadiga muscular, hipotensão, oligúria, taquicardia e náusea. A hipopotassemia pode também sensibilizar ou exacerbar a resposta cardíaca aos efeitos tóxicos dos digitálicos. O risco de hipopotassemia é maior em pacientes que sofrem de cirrose hepática, pacientes com diurese rápida, pacientes nos quais a administração oral de eletrólitos seja inadequada e pacientes que recebem simultaneamente tratamento com corticóides ou ACTH. A determinação inicial e periódica dos eletrólitos plasmáticos, para detecção de desequilíbrio eletrolítico, deve ser efetuada a intervalos adequados.

O tratamento com sais de potássio ou com diuréticos poupadores de potássio deve ser evitado em pacientes que estejam utilizando um inibidor da ECA e diurético tiazídico, incluindo-se LOTENSIN H, a não ser que se considere necessário (veja Interações Medicamentosas).

A excreção de cálcio é reduzida pelos tiazídicos. Alterações patológicas na glândula paratireóide com hipercalcemia e hipofosfatemia foram observadas em poucos pacientes durante tratamento prolongado com diuréticos tiazídicos. Se ocorrer hipercalcemia, é necessário um diagnóstico posterior de esclarecimento. As complicações normais do hiperparatireoidismo, tais como litíase renal, reabsorção óssea e úlcera péptica, não foram observadas.

Os tiazídicos aumentam a excreção renal de magnésio, o que pode resultar em hipomagnesemia.

Outras alterações metabólicas

Em altas doses, os diuréticos tiazídicos podem reduzir a tolerância à glicose e elevar os níveis plasmáticos de colesterol, triglicérides e ácido úrico.

Tosse

Tosse persistente não-produtiva tem sido relacionada à utilização de inibidores da ECA, presumivelmente pela inibição da degradação de bradicinina endógena. Essa tosse sempre desaparece com a interrupção da terapia. A tosse induzida por inibidores da ECA deve ser considerada no diagnóstico diferencial de tosse.

Cirurgia e anestesia

Antes de cirurgias, o anestesista deve ser informado de que o paciente está utilizando um inibidor da ECA. Durante a anestesia com agentes que induzam a hipotensão, os inibidores da ECA podem bloquear a formação da angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. A hipotensão decorrente desse mecanismo pode ser corrigida por expansão de volume.

Estenose mitral ou aórtica

Assim como com todos os outros vasodilatadores, deve-se ter cuidado especial com pacientes portadores de estenose mitral ou aórtica.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e, ou operar máquinas

Assim como com outros medicamentos anti-hipertensivos, recomenda-se cautela ao dirigir veículos e, ou operar máquinas.


 




 
 
 
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