Assistência à Pacientes em Estado Grave
Desenvolvido pela enfermeira Ana Cristina de Araújo Andrade, Mestre da Escola de Enfermagem de Natal - UFRN e enfermeira do Hospital Universitário Onofre Lopes - UFRN.
11. Sistema Cardiovascular
11.23. Monitorização do Cliente Grave
11.23.500 Procedimentos na monitorização cardíaca

· Explique, ao paciente, a finalidade da monitorização cardíaca. Você deve enfatizar que a monitorização cardíaca é usada para prevenir possíveis complicações, e que o Enfermeiro e o Médico, observando o monitor, podem descobrir alterações no ritmo e na freqüência cardíaca, que podem ser corrigidas, imediatamente, antes que surja um problema. Explique, também, que não existe risco algum, caso um eletrodo se desadapte do tórax e o alarme dispare. Assim, o paciente não ficará preocupado e ansioso com a presença da máquina;

· Coloque e ajuste os eletrodos ao tórax do paciente. Os eletrodos servem para captar, na pele, os sinais elétricos provenientes do coração. E importante que você fixe muito bem os eletrodos porque caso contrário, os sinais não serão captados adequadamente, as ondas aparecerão distorcidas e surgirão interferências. Além disto os eletrodos podem deslocar-se.

· Existem três maneiras de monitorizar o paciente: com três, com quatro, ou com cinco eletrodos.
Os fios que ficam entre o cabo conectado ao paciente e os eletrodos, têm coloração: vermelha, amarela, azul, verde, preta ou branca. Você vai conhecer agora alguns aspectos acerca da instalação do monitor;

· Conecte o cabo — paciente aos eletrodos

· Ligue o aparelho e faça os ajustes necessários: derivação, velocidade, posição, amplitude da onda R, intensidade sonora e alarme de freqüência. (veja estes detalhes, na prática);

· Verifique se o traçado está nítido;

· Mantenha o alarme de freqüência ligado. (quando este disparar, veja como está o paciente antes de desligá-lo);

· se ocorrer uma interferência elétrica, verifique se:
     - não há mau contato dos eletrodos com a pele;
     - há envelhecimento da pasta condutora elétrica (secura da pasta);
     - há má adaptação dos fios de conexão com os eletrodos
     - o isolamento “terra” está adequado;
     - há excesso de suor na pele;

· Observe, com freqüência, se o paciente está apresentando irritação cutânea pelo adesivo dos eletrodos ou pela pasta (gel). Os eletrodos descartáveis são os que menos produzem irritação cutânea. Quando ocorrer a irritação cutânea, comunique ao Enfermeiro, pois a pele loca! deve ser tratada e o eletrodo recolocado alguns centímetros afastado do local anterior.

· Faça a limpeza da pele, com água e sabão, removendo toda a pasta condutora, quando for trocar os eletrodos. A troca dos eletrodos depende da necessidade, por exemplo, quando o padrão eletrocardiográfico começa a perder a nitidez;

· Enxugue bem os locais selecionados para a colocação dos eletrodos, para permitir que as fitas adesivas fiquem aderidas à pele. Na presença de sudorese contínua aplique uma fina camada de tintura de benjoim nos locais.

 




 
 
 
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